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“O McKassab – Como ser republicano e democrata ao mesmo tempo”,  por Cristina Tardáguila

 

Para ler essa Esquina na íntegra, clique aqui

 

Para este nosso último post, decidimos analisar todas as Esquinas publicadas na revista piauí de novembro de 2008. A seção, como já foi dito anteriormente aqui por Mariane Domingos, trata de assuntos cotidianos com mais leveza e mais subjetivismo do que seria recomendado caso fosse uma reportagem.  Mas, mesmo assim, elas não deixam de ter um propósito.

 

Em “O McKassab”, o ponto principal é demonstrar que, no Brasil, o Partido Democrata e seu candidato à prefeitura (agora eleito) Gilberto Kassab são tão conservadores que atraem até o mais ferrenho dos apoiadores de McCain.

 

 

Mas nós só descobriremos essa vontade escondida da repórter no fim do texto. Por enquanto, para não estragar a surpresa, teremos primeiro a descrição de Kevin Ivers, presidente da organização Republicans Abroad (Republicanos no Exterior), no melhor estilo jornalismo literário.

“O iPhone de Kevin Ivers marcava três da tarde” quando ele terminou de ser sabatinado na Escola Americana, no Rio de Janeiro, apresentada como uma das escolas da elite carioca. O iPhone demonstra um cara ligado nas novidades tecnológicas (e no status que elas sustentam); o lugar da sabatina indica que Ivers tem certa autoridade, pois não falaria para os filhos da elite americana estabelecidos no Rio se não fosse alguém de peso.

 

O problema é para que lado esse peso tende. Fosse ele Steve Spencer, da organização Democrats Abroad,  e dificilmente seria comparado ao ex-ator-mirim, atualmente já bastante crescido e envolvido em problemas, Macaulay Culkin. Mas, como a própria Tardáguila ressalta, ele porta-se, nos eventos dos quais participa, “como se realmente fosse a opção do seu partido à presidência norte-americana”.

 

E aí está seu problema, já que a piauí tem um viés mais Democrata (o Partido norte-americano, que fique bem claro), vide as charges de Sarah Palin e a mini-biografia de Obama, já analisada por Ana Athanásio.

 

Por isso ele foi o escolhido para demonstrar apoio à Kassab, após toda a introdução sobre sua personificação de McCain, seu trabalho no Brasil e os motivos que o levaram a defender o candidato republicano. Como se fosse uma informação à toa, ele diz: “Quer ver uma coisas curiosa? Nos Estados Unidos eu sou republicano. No Brasil, democrata. Apóio o Kassab, do jeito que puder.” Assim, tão sem intenções aparentes, a Esquina sugere que os democratas brasileiros merecem tanto apoio dos republicanos quanto McCain. O prefeito de São Paulo já pode ficar conhecido como McKassab.

Por Tainara Machado

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“Obama, o conciliador”, por Larissa MacFarquhar

 

 Revista Piauí, número 18, março de 2008

 

Para ler a reportagem clique aqui   

 

Para ler as poesias de Barack Obama clique aqui  

 

 

Ele ainda não era o homem mais importante do mundo quando Larissa MacFarquhar escreveu seu perfil para a revista The New Yorker. Ao ler a reportagem parece que Barack Obama é a personificação da calma e da serenidade. Isso pode ser notado não apenas no título “Obama, o conciliador”, mas também no decorrer da matéria.

 

Baseada, majoritariamente, nos livros escritos por Obama e nos testemunhos de colegas de faculdade do novo presidente dos EUA, a repórter traça o perfil utilizando quase 100% de opiniões favoráveis e amáveis em relação ao retratado. Se um republicano ferrenho começasse a ler a matéria, certamente pensaria que é uma nova jogada política de sucesso – já que hoje, tudo o que está relacionado a Obama é sinônimo de sucesso – que arruinará de uma vez por todas as aspirações do Partido Republicano.

 

Essa ênfase contínua em uma construção da imagem passiva e calma de Obama é o fio condutor da matéria, a qual não passa de uma enxurrada de comentários feitos por conhecidos do retratado em relação ao que ele supostamente pensava e sobre suas principais características na época de faculdade. A matéria acabou se tornando um misto de quem era o Obama universitário e sobre o que fala em seus livros. Se você, leitor ingênuo, pensou que iria ler um perfil que mostrasse o Obama de hoje (não o estudante), tente acertar sua pontaria da próxima vez.

 

O ponto forte das páginas ocupadas por essa matéria na revista piauí foi, certamente, os poemas feitos pelo novo presidente estadunidense. Não que Obama seja uma revelação na poesia, mas roubou a cena na edição 18 da publicação brasileira. Voltando ao assunto inicial, se estiver lendo a matéria e aceitar um conselho, feche a revista e vá ler um livro – de preferência os de Barack Obama, indicados pela repórter.

 

Por Ana Carolina Athanásio

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